O Sintramotos (Sindicato dos Trabalhadores com Motocicletas e Similares de Curitiba e Região) participou, na manhã desta sexta-feira (26), da ação do Maio Amarelo, movimento que tem o objetivo de chamar a atenção da sociedade para o alto índice de morte e feridos no trânsito em todo o mundo. A iniciativa do Batalhão de Polícia do Trânsito (BPTran), que contou com a participação da representante Honda no Paraná, Ecosul, foi realizada na Avenida Batel, uma das artérias mais movimentadas de Curitiba.

Segundo o presidente do Sintramotos, vereador Cacá Pereira, é louvável esta campanha que nasceu para trazer à discussão o tema sobre segurança viária e, assim, mobilizar a sociedade civil e o Poder Público em torno do alarmante número de mortes no trânsito. "A intenção é fazer com que todos estejam estimulados para discutir o assunto, buscando soluções por meio de ações concretas para disseminar conhecimento. Assim, encontrar caminhos para reduzir as taxas das tragédias diárias nas vias", disse.

Com esta visão, a diretoria da Ecosul, representante da marca Honda, promoveu a ação na Avenida Batel, onde foi distribuído panfleto e adesivos, explicando o movimento e dando dicas de seguranças aos motoristas que foram parados na blitz, organizada pelo BPTran. "Acreditamos que participar de ações como estas também ajudamos na conscientização, ao debate das responsabilidades e à avaliação de riscos sobre o comportamento de cada cidadão, dentro de seus deslocamentos diários no trânsito", afirmou o diretor da Honda Ecosul Motos, Reinaldo Bertini.

Sobre o Maio Amarelo

A Assembleia Geral das Organizações das Nações Unidas (ONU), em março de 2010, publicou uma resolução definindo o período de 2011 a 2020 como a "Década de Ações para a Segurança no Trânsito". Estudo da OMS (Organização Mundial da Saúde) forma a base para a elaboração do documento. Dados apontam que, em 2009, aconteceu cerca de 1,3 milhão de mortes por acidente de trânsito em 178 países. Aproximadamente 50 milhões de pessoas sobreviveram com sequelas.

Ainda confirme o documento, são três mil vidas perdidas por dia nas estradas e ruas, ou a 9ª maior causa de morte no mundo. Os acidentes de trânsito ocupam o primeiro lugar em mortes na faixa de 15 a 29 anos de idade; o segundo, na faixa de 5 a 14 anos; e o terceiro, na faixa de 30 a 44 anos. Atualmente, esses acidentes já representam um custo de US$ 518 bilhões por ano ou um percentual entre 1% e 3% do PIB (Produto Interno Bruto) de cada país.

A OMS estima que 1,9 milhão de pessoas devem morrer no trânsito em 2020 (passando para a quinta maior causa de mortalidade) e 2,4 milhões, em 2030, se nada for feito para combater esta situação. O objetivo da ONU, com este movimento, é poupar, por meio de planos nacionais, regionais e mundial, cinco milhões de vidas até 2020.

Entre os países recordistas em mortes no trânsito, o Brasil aparece em 5 º lugar, atrás da Índia, China, EUA e Rússia, e seguido por Irã, México, Indonésia, África do Sul e Egito. Juntas, essas dez nações são responsáveis por 62% das mortes por acidente no trânsito.

Ainda conforme a entidade a solução para a redução da mortalidade é garantir que os estados-membros adotem leis que cubram os cinco principais fatores de risco: dirigir sob o efeito de álcool, o excesso de velocidade, não uso do capacete, do cinto de segurança e das cadeirinhas. Apenas 28 países, que abrigam 7% da população mundial, possuem leis abrangentes nesses cinco fatores.